sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O verdadeiro fim

Na verdade o fim da novela não seguiu a minha profecia. Se tivesse seguido seria bem mais interessante. Mas foi mais um daqueles finais que atropela tudo.

Os Ananda sairam do armário total e jogaram a tradição no Ganges, com uma corda no pescoço. Depois do beijo no dalitznho e do perdão a Maya, só faltou a Surya dizer que era travesti e todo mundo pedir pra ela cantar I will Survive...

O Zeca regenerado daquela forma também foi bárbaro. Essa Lucinha Araújo tem mais poderes que Lord Ganesha.

O Lima Duarte passa a novela toda sofrendo por não ter família. Quando descobre que tem mulher e filho (mesmo que a mulher seja a Laura Cardoso), resolve mendigar. E pagar peitinho na TV em horário nobre, com megahair na careca. Um homem dessa idade...

O Márcio Garcia é o primeiro protagonista da história da teledramaturgia brasileira que no último capítulo (de duas horas, diga-se de passagem) aparece somente por 10 segundos e sem abrir a boca. Não favoreceram ele nem num flashback daqueles.

E a Yvone e safou. Mais que a Surya. Cara, essa é a novidade. A vilã não morreu e nem se deu mal. Na verdade, parece que ela vai formar dupla sertaneja com a Flora e as duas vão cantar Beijinho Doce pelo interior do Brasil.

Mas falando sério, o Bruno Gagliasso matou a pau. O único que fez valer a tal emoção do último capítulo.

Agora chega de novela. Hora de voltar pro futebol.

Falei!

Tudo sobre o fim da novela, em primeira mão

Hoje é uma daquelas noites que a maioria do Brasil para na frente da TV. Com exceção dos intelectuais fanáticos que acham que novela é coisa de fútil – o que acho um preconceito bobo – os demais brasileiros querem saber o final de Caminho das Índias.


Após uma pesquisa detalhada, conversas em off com várias fontes do Projac e muitas twittadas com a Glória Perez, vou revelar aqui em primeira mão o destino dos principais personagens:


Cansada da rejeição sofrida na Índia, em especial por Raj e Bahuan, Maya vai se mudar para o Brasil. Como se tornou Celebridade por aqui, vai assumir a identidade de Jaqueline Joy e curtir a fama no Rio de Janeiro. Raj vai enfiar o Pé na Jaca e virar irmão coadjuvante do Marcos Pasquim na novela das sete. Já Bahuan, cansado do desprezo com os dalits, chega a ser michê antes de se tornar apresentador de programa para Gente Inocente.


Após descobrir que é filho de Sassá Mutema, o conservador Opash vai revelar que na verdade nunca foi indiano, mas sim grego. Ele vai se casar com a mãe da Surya, que vem a ser neta da Bea Falcão, e vão morar na Grécia. Desolada, Indira se muda para o interior do Brasil e assume a identidade de Viúva Neuta. Ela vai adotar o esquizofrênico Tarso que vai sair do armário e revelar que nunca foi louco, mas sim gay. Desolada, Tônia vira cantora de seriado adolescente.


Na família Cadore, muita coisa vai acontecer também. Ramiro resolve dar o troco em Raul e limpa o cofre da empresa. Após uns conselhos com Yvone, adota a identidade de Carlos Pantaléon Camacho e vai morar numa ilha caribenha chamada Kubanacan. Sem marido, sem filho e sem dinheiro, somente na companhia das suas célulazinhas, Melissa se muda para a América e passa a cometer pequenos furtos, agora com a identidade de Haydée para não ser descoberta. Inês abandona o estilo bizarro de se vestir e vai virar passista de escola de samba na Baixada Fluminense. Raul também abandona todos mais uma vez, adota a identidade de Bruno Biondi para tentar dar o golpe nas irmãs Ferretto, em busca da Próxima Vítima. Sílvia recupera tudo o que perdeu, faz alguns programas de humor, mas acaba virando a dondoca Theodora de Salsa e Merengue. Quem a acompanha é a Dona Ashima, que após uma breve passagem pela favela da Portelinha, acaba como empregada de Theodora e atende pelo nome de Sexta-feira. Desgostoso com tudo, o velho Cadore vai pra Itália e vira o Padre Olavo de Terra Nostra. A Dona Cidinha vira traficante, disfarçada de simpática vendedora de ambrosia para um tal de João Estrela.


A turma da Lapa não podia ficar de fora. Com o sumiço do Tarso, o Dr. Castanho fecha a clínica, se separa da Suellen e vira caminhoneiro ao lado do Fagundes. A Norminha vai abandonar o Abel e vai trabalhar como Diarista para ganhar a vida, após passar muito trabalho como mãe de dupla sertaneja. O trambiqueiro César se muda para O Clone e vira Mohamed Rachid para tentar dar o golpe. Ilana fica sozinha, pobre a acaba se tornando uma Noiva de Copacabana. Camila volta da Índia mais destrambelhada do que foi e acaba se assumindo Rakelli.


Para terminar, Yvone foge da cadeia, se muda para Torre de Babel e assume a identidade de Celeste, se casando com um milionário. Chiara faz outra plástica para rejuvenescer ainda mais e viver a poderosa Jocasta Silveira em Mandala. Duda vai chorar em Senhora do Destino e o Lucas volta a fazer propaganda das Havaianas, após um estágio como peão Dinho. A Gabizinha e a professora Rute voltam pro Vídeo Show pra tentar levantar a audiência. O Gopal cai nas graças do Sílvio Santos e vai para a Casa dos Artistas, mas segue passando o rodo na mulherada.


E todo mundo quer saber sobre o castigo da Surya né? Deixei para o fim de propósito. Após ser expulsa da casa dos Ananda, ela vai virar mulher de traficante. Mas o maior castigo dela ainda está a caminho. Na verdade o Zeca vai fugir da cadeia e vai embora pra Índia. Lá, vai comprar um Tuc-tuc para aterrorizar o povo do mercado. Vai acabar atropelando Surya que cairá no rio Ganges.


Ou seja, serão muitas emoções. HARE BABA!


Falei!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O pior dos males

Um dos motivos que me levam a odiar o inverno é a quantidade de doenças que esse tempo frio e úmido traz. Aqui no RS, entre junho e setembro, as pessoas se dividem em dois grupos: as que já ficaram doentes e as que ainda vão ficar.

Rinite, sinusite, gripe normal, gripe suína, otite, cistite, pneumonia, tosse, espirros, dor nisso, dor naquilo... enfim, a variedade é grande. Mas para mim não há sofrimento pior do que o da amigdalite.

Engana-se redondamente quem pensa que amigdalite é uma simples dor de garganta. Não. É a pior das dores, simplesmente porque ela se manifesta várias vezes por minuto, no simples ato de engolir a saliva. Dói também para comer, beber e até para falar. Essa é a pior parte.

É lógico que estou com amigdalite, por isso o desabafo. Mas ao contrário do que muitos pensam, não me tornei um ser antisocial, um mal educado nem tampouco estou mal humorado, só estou com muita dor para falar. Se eu pudesse, andava com um bilhetinho: "Não estou de mau com o mundo, só estou com amigdalite!"

E qual o melhor medicamento para enfrentar a amigdalite? É uma injeção chamada Benzetacil, que deixa uma nádega e uma perna doloridas por alguns dias. O pior é que enquanto esse medicamento não faz efeito completo, tu tens que dividir a dor na garganta com a dor na bunda.

É por essas e por outras que eu considero a amigdalite o pior dos males. E é por isso que estou na contagem regressiva para a primavera e o verão.

Falei!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Um mundo virtual

Não sou um velho, mas sou da década de 80. Cresci sem celular e sem computador em casa. Por sinal eu tinha uma máquina de escrever Olivetti verde, que utilizava para os trabalhos escolares que podiam ser entregues datilografados. Sim, a maioria tinha que ser escrito a mão mesmo, em folhas de ofício ou em folha pautada, aquelas com linhas. Na hora de fazer uma pesquisa, tinha que folhar a Barsa, enciclopédia com diversos volumes pesados. Nem imaginava o que viria a ser o Google.

Mas a informática entrou na vida da gente de uma forma muito rápida. Computador, internet e tudo mais chegaram chegando no final dos anos 90. Me lembro também que tive meu primeiro celular em 1999, quando surgiu o telefone pré-pago. É lógico que a primeira pergunta para o vendedor era onde enfiava o cartão... quanta grossura! Na época o celular servia para fazer e receber ligações, despertador, agenda telefônica e jogar o joguinho da cobra que ficava correndo e crescendo na tela. Só. Nada de torpedo, foto, rádio ou internet.

Quando ingressei no mundo da internet, criei um e-mail do BOL e um cadastro no ICQ, que é o vô do MSN. Depois descobri os sites de notícia, de música e de jogos
. Antes de realizar pesquisas no Google, a moda era procurar no Cadê.

Sempre fui meio resistente ao turbilhão de novidades que começaram a surgir num intervalo de tempo muito pequeno. Relutei em trocar o Cadê pelo Google. Demorei meses para entrar no Orkut porque achava aquilo um saco. Entrei e lá estou por seis anos. Blog eu achava um modismo besta. Até que em maio deste ano eu criei este espaço que virou um hobbie: sentar e escrever o que me vem a cabeça.

Daí veio a notícia do tal Twitter, que eu não entendia muito bem o que era e já não gostava. Mas no último fim de semana resolvi dar uma conferida. No momento que entrei e postei uma mensagem falando que tava chegando, já recebi uma mensagem me alertando que aquilo viciava. E vicia. Desde sábado que tenho "twittado" várias horas do dia, inclusive do celular, que 10 anos depois do meu primeiro aparelho, hoje faz quase tudo, só não caminha.

Mas essa dedicação de horas ao Twitter me fez postar menos no Blog. Quando criei o Blog, dei uma relaxada com o Orkut, que por sua vez, me fez mandar menos e-mails, ou substituir por scraps.

Tudo isso é muito louco, pois a informática realmente está ocupando todos os espaços da vida da gente. E cada dia surge uma nova ferramenta que vira febre e já nos faz largar um pouco o canal anterior. O Twitter foi a minha melhor companhia dos últimos dias.


Tem quem seja radicalmente contra ou os que acham que isso é papo de nerd e de solteirão, mas o que seria de nós sem a informática? Jamais conheceríamos figuras que se tornaram tão conhecidas como a Ruth (Sanduíche-íche) Lemos, a Gaga de Ilhéus, a Susan Boyle ou a Stefany do Cross Fox.

Ninguém saberia que a Sasha foi alfabetizada em inglês, e por isso comete erros de português, e que a Ana Maria Braga, que foi alfabetizada em português, escreve usar com "z".


A cantora Vanuza jamais viveria esse auge da sua carreira, com a interpretação mais entorpecida do Hino Nacional. Ouvi dizer até que ela vai lançar um novo CD somente cantando músicas cívicas...

Mas enfim, essa informática que absorve, fascina e até vicia, mudou complemente o mundo. Nada será como antes da internet.

Falei!
ou melhor,
Postei!

sábado, 29 de agosto de 2009

A história de amor de Samantha

Para muitos ela era uma louca, uma ninfomaníaca descontrolada. Mas Samantha Jones na verdade sempre foi uma pessoa diferente, uma apaixonada pela vida e que não perdia a oportunidade de curtir cada momento.

Bonita, independente e bem sucedida, Samantha nunca deu muita importância para o que os outros pensavam. Ela fazia as coisas do seu jeito e pronto. Foi por isso que ela se envolveu com homens de todas as idades e tipos, com mulheres e com o que mais tivesse vontade. Ela nunca escondeu que gostava mesmo de sexo. Se para alguns isso era depravação, para Samantha era uma forma de amar.


Mas o mundo dá voltas, e mesmo com toda essa convicção na solteirice e na liberdade, um dia ela foi a um restaurante vegetariano. Foi lá que os olhos dela se encontraram com os do garçom Smith. Ela não arredou pé do restaurante antes de partir pra cima do seu alvo.

Podia parecer mais um caso daqueles loucos, com muito sexo e só. Podia mas não foi. Dessa vez havia algo novo, diferente, que envolveu Samantha de uma forma inédita. A até então solteira pegadora se tornou uma mulher apaixonada, mais madura e fiel. O fato dele ser mais novo e um garçom com uma carreira artística interrompida em nenhum momento a incomodou. Ao contrário. Tudo parecia mais excitante e mais apaixonante.

Foi ao lado de Smith que Samantha viveu os melhores e os piores momentos da sua vida, enfren- tando diversas dificul- dades, mas vencendo sempre. Foi Smith que mostrou para Samantha uma nova forma de viver, uma nova forma de amar. Foi ao lado de Smith que Samantha encerrou o seriado.

É claro que essa é uma história de ficção, mas também pode acontecer na vida de qualquer um que acredita no amor, do jeito que for. A vida de Samantha é uma prova que tudo pode acontecer para quem sabe viver a vida.


Falei!