Na minha última ida ao supermercado tive muita dificuldade de escolher um creme dental para comprar, tamanha a variedade existente. São dezenas de nomes, tipos e sabores. Só não sei muito bem para que serve cada um deles.
Sim, eu me dei ao trabalho de anotar que a Colgate pode ser Professional Whitening, Professional Sensitive, Professional Clean, Advanced Fresh, Clean Mint, Max Fresh Cool Mint, Max Fresh Clean Mint, MaxWhite Kiss Me Mint (essa é ótima), MaxWhite Crystal Mint, Sensitive Multi Proteção, Sensitive Original, Sensitive Branqueador, Herbal Branqueador , Bicarbonato de Sódio, Ultra Branco, Tripla Ação Hortelã, Tripla Ação Menta Original, Tripla Ação Menta Suave. Ufa. Mas ainda tem a Colgate Shrek, Barbie, Bob Esponja, Baby Barney e Tandy.
A Sorriso, que aparentemente é mais simples, também se divide nas categorias Fresh Plus Gel, Tripla Refrescância, Whitening Explosion, Dentes Brancos, Super Refrescantes e Herbal. Cada uma dessas conta com vários sabores e cores.
A Close Up tem as linhas White Now, Triple Max, Active Gel, Couble Fresh, Whitening Xperience, Extra Whitening, Triple e Liquifresh. E vou parar por aí, senão eu passava o mês no mercado anotando nomes, tipos e subtipos.
Agora eu pergunto? Para que mesmo as pessoas utilizam cremes dentais? Que eu saiba, todas as pessoas que escovam os dentes, TODAS, querem proteção, bom hálito, evitar as cáries e ter dentes brancos. Ninguém procura um creme dental que deixe os dentes amarelos ou menos protegidos. Mas no fim, o risco pode ser até de uma overdose de informações, tamanha a quantidade de tipos de creme dental.
E pensar que todo mundo viveu tantos anos tendo o Kolynos como única opção...
Despido de qualquer posicionamento político, preciso comentar o orgulho que senti de ser brasileiro ao ver o presidente Lula no centro das atenções (e da foto) do G20, o fórum que a partir de agora reúne os países mais importantes do mundo.
E o meu orgulho não é só por ser o Lula, mas também por ser o Lula, em quem sempre votei e acredito. É muito simbólico, pois esse é justamente o presidente que sofreu todos os tipos de preconceitos - por não ter curso superior, por não falar inglês, por ser nordestino, por não ter um dedo e por aí vai - e que se firma como um dos mais importantes líderes mundiais.
Mas por outro lado, o orgulho é nacional mesmo, pois o Lula deixará de ser presidente e o Brasil continuará na mesa de discussões, com outros ou outras governantes. E nós brasileiros nos acostumamos com uma visão que nos automenosprezava. Daí vem a cultura de valorizar tudo que vem de fora, de reafirmar os aspectos negativos do Brasil. Agora as coisas se mostram diferentes. Dívida externa e FMI são coisas do passado, o presidente americano se aconselha com o brasileiro e o Brasil passa a ter outros símbolos além do futebol, das praias, do samba e da bunda das mulheres.
Agora o estado brasileiro também é um símbolo para o mundo. E isso me orgulha muito como brasileiro.
A estação das flores chegou. Para a maioria pode parecer uma bobagem. Mas para quem sofreu com um inverno rigoroso no Rio Grande do Sul, a troca da estação tem um outro gostinho. As pessoas estão mais alegres, as ruas mais cheias, a vida mais colorida. Essa é a explicação para os bares de Porto Alegre estarem lotados numa noite de terça-feira. As pessoas estavam brindando a nova estação.
Por mais que os alérgicos como eu sofram com a estação das flores e a sua polenização, não há comparação. Tudo fica mais feliz. Os dias começam a ficar mais longos, as pessoas andam mais na rua, começam os planos de férias e o melhor, podemos aposentar os casacos, mantas, tocas, luvas e todos aqueles acessórios que nos fazem parecer astronautas na rua.
Eu gosto muito mais do verão. Mas considero a primavera bem melhor que o inverno. Por isso também brindo a sua chegada.
Faz tempo que não escrevo sobre futebol. Na verdade falta motivação. Mas na rodada desse fim de semana me reencantei e decidi escrever. E essa motivação infelizmente não veio do meu time, que perdeu mais uma vez em uma atuação apática e perdida, mas de uma dupla de jogadores que passei a admirar jogando com a camisa colorada.
A vitória do Goiás sobre o Corinthians por 4 a 1 em pleno Pacaembu teve a marca de dois craques que não têm nada de novos, são bem experientes. Mas o mais marcante na atuação de Iarley e Fernandão é liderança e a motivação que eles exercem na equipe. Foi essa garra que atropelou Ronaldo, Mano, Dentinho e os 35 mil corintianos que estavam no estádio.
O Goiás ganhou mais uma vez, mas essa vitória tem a digital dos dois jogadores. Eles comandaram, lideraram, jogaram, marcaram gols e fizeram toda a diferença. Eu tive a honra de ver esses dois mesmos jogadores fazendo o mesmo com a camisa colorada. Saudades desse tempo. Saudades dessa garra.
7h30 da manhã. Todos os dias, extamente nesse horário o meu celular desperta ao som do Cartola, que me acorda com o verso: "Alvorada lá no morro que beleza, ninguém chora não há tristeza, ninguém sente dissabor...". Tenho duas opções: "Adiar" (que significa mais 15 minutos de sono) ou "Cancelar" (nesse caso é pular da cama imediatamente, sob o rico de pegar no sono de novo e acordar somente às 10h).
Geralmente eu aperto em "Adiar", mas não para dormir mais 15 minutos, mas porque leio ali a palavra "Odiar". Não sou preguiçoso, não sou vagabundo e não gosto de passar o dia dormindo. Ao contrário, em dias como o de hoje, de sol e temperatura amena, até gosto muito de acordar cedo. Mas não na hora que o despertador do meu celular determina, não na hora que o galo ou o Cartola canta, mas na hora que meu relógio biológico resolve despertar. Odeio despertador. Odeio essa imposição. O que adianta acordar cedo e passar o dia com sono?
Fico pensando como tudo seria melhor se não fosse a ditadura dos horários. Repito, não sou vagabundo, mas trabalho com pensamento, com ideias, com criatividade, criação... enfim, a cabeça tem que estar boa para pegar no tranco. Depois vai. Já trabalhei 10, 12, 15 e até 20 horas por dia, sem exagero. Mas a disposição não é programada como um relógio. Ela começa a surgir a partir do momento em que está tudo bem com a pessoa, com o corpo e a mente.
Sei que nada mudará com esse post. Meu despertador continuará fazendo o Cartola cantar ao lado da minha cama amanhã às 7h30 pontualmente, para eu "Adiar", "Cancelar" ou "Odiar", mas seria muito melhor começar a funcionar no horário que a cabeça acorda e não na hora em que o corpo é obrigado a acordar.