quinta-feira, 9 de julho de 2009

29 anos sem Vinícius

Ele era diplomada, jornalista, dramaturgo, poeta e mais um monte de coisas. Mas Marcus Vinicius da Cruz de Melo Moraes, o "Poetinha", era mesmo um boêmio, mulherengo (casou-se nove vezes), apaixonado por uísque e um gênio que imortalizou uma obra fantástica.

A parceria com o também imortal Tom Jobim descreveu o Rio de Janeiro em versos que são vividos em cada lugar da Cidade Maravilhosa. Não tem como não pensar na "moça do corpo dourado do sol de Ipanema", conhecida no mundo todo.

Mas talvez o verso que melhor descreva o grande Vinícius foi escrito por ele mesmo, em Samba da Benção, onde ele diz que "é melhor ser alegre que ser triste, alegria é a melhor coisa que existe, é assim como a luz no coração..."

Pois há 29 anos que o coração do mestre Vinícius de Moraes parou. Mas seu legado é eterno. E já que "tristeza não tem fim, felicidade sim", o negócio é comemorar o grande Vinícius.



Falei!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A regra, infelizmente, é clara

Falar que o futebol é uma paixão nacional é chover no molhado. Que o Brasil é o maior formador de craques do mundo também. Seria uma novidade se existissem regras que deixassem nossos jovens jogadores no país. Mas não é assim. O país do futebol cumpre o calendário da Europa.

Está para se confirmar a qualquer momento a venda do atacante Nilmar para o Wolfsburg, da Alemanha. É um negócio de 15 milhões de euros, algo em torno de 40 milhões de reais. Isso quer dizer que a final contra a LDU, no Equador, pode ser a última partida do jogador com a camisa colorada da foto acima.

Sim, estamos no meio da temporada brasileira e o Nilmar é o principal atacante do time que lidera o Campeonato Brasileiro. Nada de errado, portanto. O erro está na falta de uma lei ou regra que incentive os jogadores a ficarem no Brasil, que proteja nossos craques. É claro que eles merecem ter a chance de jogar na Europa e ganhar dinheiro, mas aposto que se conseguíssemos proteger melhor nossos jogadores eles seriam mais valorizados aqui.

Todo mês de julho é a mesma coisa. Os melhores daqui se vão. A regra, nesse sentido, é clara. Infelizmente.


Falei!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A necessidade de ser engraçado

Dia desses fui assistir a uma peça de humor. Saí do teatro tendo somente sorrido durante alguns minutos. O coitado do ator - era um monólogo - até que era esforçado, só faltou ser engraçado.

Mas daí fiquei pensando, por que tem tanta gente querendo ser engraçada? Talvez tenha alguma coisa a ver com esse monte de notícias ruins e tristes que recebemos diariamente. As pessoas então acham que fazendo graça, vão conseguir distrair as estressadas cabeças brasileiras por alguns instantes. Em muitos casos até acontece, mas também há muito fracasso.

Fico um pouco preocupado, pois sou um entusiasta do teatro. Mas fico pensando naquela pessoa que paga o ingresso para ver um humor, vê aquela tentativa frustrada e acaba desistindo do teatro.

Por isso quero abrir uma campanha contra a banalização do humor. Quando a pessoa é engraçada, ela é. Até contando piada velha fica engraçado. Mas quando a pessoa não é, por favor, não force a barra. Faça um drama, um romance, um suspense ou o raio que o parta, mas deixe as comédias para os engraçados, que são muitos.

E quanto à peça que vi, não vou falar qual foi. É uma regra do teatro: quando gostamos de uma peça, indicamos, quando não gostamos, simplesmente ficamos quietos.

Falei!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Falando sério

É difícil para um colorado tão apaixonado como eu se posicionar de forma imparcial sobre futebol. Mas vamos falar sério, o sonho acabou para os dois principais times do Rio Grande do Sul. Na verdade, ambos foram chamados de volta à realidade, para colocar o pé no chão e se conscientizar sobre o atual momento.

Vou começar pelo meu Inter. Fizemos uma campanha impecável no Gaúchão, ganhando o título de forma invicta e em uma final histórica, com placar de 8 x 1 sobre o Caxias. Fomos avançando na Copa do Brasil, apesar de um tropeço lá no início, e nos mantivemos muito bem no Campeonato Brasileiro, o qual dividimos a liderança com o Atlético Mineiro na oitava rodada.

Mas eis que o Dunga convoca o Kléber e o Nilmar para a Seleção e a maionese desandou. Começamos a assistir a um time apático em campo, com um série de falhas tanto na defesa quanto no ataque. Olha, um time que realmente disputa ser o melhor do Brasil, não pode ficar dependendo somente de um ou dois jogadores. A equipe tem que estar coesa e o banco tem que estar tão preparado quanto os titulares. Precisa dessa sintonia e, principalmente, precisa de liderança. Nesse sentido acho que o nosso técnico é falho. Não me conformo em ver o treinador de braços cruzados na beira do campo no momento em que o time por ele liderado leva dois gols sem reagir, num momento em que precisa fazer cinco.

Não deu outra, perdemos a Copa do Brasil. É evidente que eu não queria perder, ainda mais para o Corinthians. Mas não dá para negar que o time paulista mereceu, simplesmente porque jogou melhor nas duas partidas da final. Mas esse título que escapou por entre os dedos serve para arrumar a casa, para se ter a humildade de reconhecer os erros e consertá-los para fazer bonito no Campeonato Brasileiro, que ainda tem 30 partidas até dezembro.

Com o Grêmio eu acho que a situação é um pouco pior. O time focou na Libertadores. Qualquer um faria isso. Só que não ficou atento aos sintomas da catástrofe. A quase imperceptível passagem pelo Gauchão, além do fraco desempenho no Brasileirão, eram sinais de alerta ignorados pelos gremistas. Só pensavam no tal tri da Libertadores, mas não se dando conta de que se tratou de uma competição atípica, com um monte de times de nome estranho que ninguém tinha ouvido falar até hoje, clubes mexicanos eliminados por conta da gripe e o Boca Juniors desclassificado por antecipação. Não deu outra, quando se deparou contra um time realmente forte, o Cruzeiro, caiu a ficha gremista.

A verdade é que o Grêmio não conta com um bom time. Teve sorte em muitos jogos e nas circunstâncias, além de algum momento de destaque dos talentos individuais. Mas focaram todo o semestre numa única competição e acabaram perdendo o semestre. Agora têm que correr atrás do prejuízo no Brasileirão, além de ter que arrumar a casa de verdade, pois não dá para tapar o sol com a peneira. O time do Grêmio é frágil e, se continuar assim, os gremistas podem começar a se preocupar, pois há risco de voltar para aquela divisão que já estiveram duas vezes: a segundona.

Mas como não poderia deixar de ser, preciso encerrar tocando uma flauta. Afinal de contas, quarta-feira recebi tantas ligações, mensagens e e-mails que não poderia deixar de responder, mas é claro, com a grandeza de quem sabe esperar o momento certo de retrucar:

Falei!

quinta-feira, 2 de julho de 2009